sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Uma nova corrente religiosa: o fabetismo

Se o amigo leitor deste blogue reparar, ao contrário de outros blogues, aqui não é muito citado o nome de um certo padre-artista, por duas razões básicas:
1º - Já há muitos outros blogues que tratam do dito cujo e de todo o absurdo que ele fala, canta e escreve.
2º - Não quero dar audiência para ele.
Só que desta vez não dá para ignorar um fenômeno curioso e até perigoso: nos blogues Sucessão e In Prælio vemos a profunda falta de bom senso dos apologistas do referido sacerdote, que vão à loucura porque vêem que o ídolo deles não é tão amado por todos os católicos.
Na falta de argumentos sólidos, vale acusar os antifabetes de "invejosos", "gente com falta de amor no coração", "fariseus" e até "mal amados".
Eis aí uma nova religião: o FABETISMO, cujos seguidores são mais irados que os próprios maometanos, que por qualquer besteira já querem explodir o mundo em ataques terroristas.
No fabetismo, o livro sagrado são as Cartas entre Amigos, onde o sacerdote-mor do romantismo tupiniquim troca experiências sentimentais com o guru da auto-ajuda educacional, Gabi Chachá.
Os cânticos entoados são aqueles onde o supra-sumo da nova MPB solta a voz, numa junção de coração e sentimento, com muito açúcar nas letras, tudo isso para deixar a alma relaxada, cheia de "sensações gostosas". É uma religião composta, em sua maioria, por mulheres, ainda que nela existam muitos homens, na faixa etária dos 15 aos 25 anos.
É uma coisa que não deixa de ser perigosa pelo seguinte: cria nos seus adeptos a crença absurda de que tudo que o pe. Fábio escreve/canta/fala tem força de lei, se torna sagrado, intocável e imaculado, onde eles fecham os olhos para os disparates teológicos que o cantor-padre ensina.
Trocariam a freqüência à santa missa por um show do ídolo máximo, coisa que nem o próprio aprovaria [eu acho].
São gente doente, sem inteligência, só sabe olhar os atributos físicos do artista em questão, olham somente a embalagem, com um medo terrível de analisar mais a fundo o conteúdo do mesmo.