terça-feira, 18 de maio de 2010

E agora, Canção Morna?

Não vou me estender muito sobre a questão daquele padre da Canção Nova, que foi detido numa estrada do Paraná por embriaguez e atos libidinosos.
A única coisa que digo é que ele é digno de pena, já que não teve força suficiente para vencer a tentação, e espero que se arrependa da grande mancada que cometeu.
Só.
Já em relação à Canção Nova, infelizmente eu não posso deixar de comentar, é de uma desonestidade tremenda essa empresa ter apagado todos os escritos do padre depois do ocorrido, como se isso fosse livrá-la de alguma responsabilidade.
É claro que se o padre fez aquelas coisas horrorosas, não foi culpa da organização carismática, mas o ato de ela apagar todos os textos dele foi de um farisaísmo imperdoável.
Fariseus! Hipócritas! É isso que aqueles santarrões da Canção Morna são!
Arrotam linguagens indecifráveis, se pavoneiam de dons sobrenaturais, repetem à exaustão bordõezinhos ridículos como "PHN", "Ser Canção Nova é bom demais" ou "Revolução Jesus", mas são incapazes de aceitar que até quem é adepto dessa seita ordinária é tão pecador quanto qualquer um.
Enquanto o cara de batina não externava suas preferências, tudo bem, ele continua com os textos publicados, afinal, ele é "renovado".
Mas se ele, como diz aquele outro padre-galã, é "humano demais" e cai em pecado, e pecado grave como o que foi cometido, então a Canção Morna se dá o direito de apagar todas as publicações do dito cujo?
Isso é "santidade de vida", Mons. Jonas? Essa desonestidade e hipocrisia?
Com esse ato infeliz, a Canção Morna mostra que é só um clubinho fechado, uma seita hermética, uma sociedade secreta, onde a fé é irracional, pautada em emoções e, como o próprio Mons. Jonas disse, em "sensações gostosas".
Querem "sensações gostosas", abibistas? Vão trabalhar! Aí vocês terão uma sensação gostosa no fim do mês, quando sair o seu suado dinheirinho, pois falar de santidade quando se está na "maré mansa" é fácil, já que existe um exército de sectários que dá até o ouro para a dita "obra".
Vão ter sensações gostosas lá naquelas terras onde os nossos irmãos são perseguidos, cambada de protestantes mal-resolvidos!

2 comentários:

Renato disse...

O mais hirônico disso tudo, é que os que estão defendendo o padre (omitindo a responsabilidade da Canção Nova) se esquecem que quem mais menosprezou o padre foi a própria Canção Nova!

Evandro Monteiro disse...

Renato, não vi ninguém da blogosfera católica descendo a lenha no padre, mesmo que use palavras duras, pois o que ele fez foi muito feio.
Mas nenhum carisnóico responsabiliza a Canção Morna pela infeliz idéia de apagar todos os textos do cara de batina, tal é a cegueira dessa gente.