sábado, 1 de maio de 2010

A Igreja pós-Vaticano II tem prazo de validade

Os “segundo-vaticanófilos” (chamemos assim os fãs do Super Concílio) gostam de falar que a Igreja precisava se abrir ao mundo. Tal mentalidade está resumida numa frase atribuída ao papa João XXIII: Abri as janelas para que os ventos da História soprassem a poeira do Trono de Pedro”. Se realmente ele disse isso é uma falha gravíssima e, por que não, imperdoável, por se tratar de palavras saídas da boca de um papa.
Um inegável fruto desses “ventos” conciliares é a RC“C”, que no fim dos anos 90 deu abrigo aos “padres-cantores” Zeca e Marcelo Rossi. O primeiro, aliás, disse ter tido “uma experiência com o Grupo de oração da Renovação Carismática, o grupo Bom Pastor.”
Continua o então padre à Canção do Monsenhor Abib:

“Toda aquela experiência de ver um novo modelo de Igreja, mais viva que rezava e vivia com mais coerência, que transbordava de alegria e sinceridade, tudo isto me atraiu a uma verdadeira experiência com Deus. [...] Foi crescendo no meu coração o desejo cada vez maior de viver o meu ‘yes’, o meu sim para Deus, um sim total de entrega inteiramente a Deus.”

Só uma observação: essa igreja pós-conciliar tem prazo de validade! E os membros (e ex-membros) dela sempre repetem aqueles velhos bordões do modernismo, como “novo modelo”, “experiência” e outras tantas palavras e frases de efeito, como a inesquecível “Deus é 10!”, propagada pelo surfista que um dia já foi padre.
A palavra “experiência”, no contexto em que é empregada, é um tanto errônea, pois dá a impressão de que o alvo da experimentação humana é algo descartável, e o Senhor Deus não é descartável.
O modernismo acha que a sã doutrina pode evoluir (como podemos ver nas palavras do star priest Fashion de Melo), por isso é que quanto mais se inova na liturgia (dancinhas na missa, ofertórios de temática social nas missas da TL, padres-galãs, etc.) as pessoas vão se cansando e, para encontrar Deus, infelizmente acabam aderindo às seitas infernais do protestantismo, do espiritismo e da Nova Era.
De que valeu ficar alardeando a vocação sacerdotal, se depois o cidadão largou a batina e acabou freqüentando lugares um tanto mundanos?
De que valeu ficar dizendo que “Deus é 10!”, em toda aquela empolgação no movimento carisnóico e em todas as emissoras de televisão, se no final acabou se evadindo dos holofotes e passando a se esquivar de perguntas sobre uma presumível vida amorosa?
Que fique bem claro: o fato de o padre ter largado a batina para um dia poder se unir a uma mulher e formar uma família não é escandaloso! Escandaloso seria se o então padre Zeca tivesse “ficado” com alguma jovem paroquiana carismática nos tempos de “padre-cantor”. Mas os carismáticos, tão ciosos de sua vida espiritual e muitas vezes tão presunçosos em relação aos feitos sobrenaturais (“Deus me revelou no coração”, repouso no “Espírito”, oração em línguas, etc.), deveriam ser mais cuidadosos, pois o entusiasmo é tão grande, mas tão grande que acaba cegando a razão. Quando a festança carismática acabar e a ressaca chegar, o que fazer quando aquele vazio tomar o coração?


Fontes:
http://veja.abril.com.br/historia/crise-dos-misseis/religiao-vaticano-concilio-joao-xxiii.shtml
http://www.cancaonova.com/cnova/entrevistas/entr_pezeca.html
http://vejabrasil.abril.com.br/rio-de-janeiro/editorial/m319/os-embalos-do-padre-zeca

Um comentário:

Ancien Régime disse...

A Igreja do Vaticano II é a Igreja do Mundo não é a Igreja de Cristo. Está destinada a ser destruída e sê-lo-á.

Deus in adjutorium nostrum intende. Domine, ad adjuvandum nos festina.