terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Requebrando e rebolando em nome de quem?

Tem carismático que acha que escrevo o que escrevo só por escrever, que não tenho conhecimento de causa. Ora, fui do movimento carisnóico por quase dez anos (1997-2005) e já participei de vários eventos da RC“C”, como barzinho de Jesus, reuniões de repouso no espírito, cenáculos, imposição de mãos, etc., etc. e etc.

Por que para evangelizar eu tenho de seguir todas as péssimas modas do “mundão”?

É balada, é funk, é rock “católico”, pagode...

Pergunto: é possível viver sempre nesse oba-oba pentecostal? Não cansa nunca?

Imagina aí, num “funk permitido”, as meninas rebolando e requebrando, tudo para louvar o Senhor!

Isso é impossível! Que homem – ainda mais um adolescente – vai deixar de pensar besteira ao ver as belas garotas requebrando até o chão, porque o espírito de “Deus” se move nelas, que “dançam como o rei Davi!

Será que elas ao menos estarão vestidas decentemente? Ou estarão de camisetinhas baby look (com a imagem de Nossa Senhora ou do Fashion de Melo), umbiguinho de fora e calça apertada?

É impossível não pensar besteira, a natureza do macho é assim, o desejo sexual no homem é mais rápido que o da mulher.

Para não sobrar nenhuma dúvida, apenas vou repetir as insuspeitas palavras do Pe. Alberto Gambarini, grande nome do carismatismo nacional, sobre a mania de alguns católicos repetirem as modas do “mundão” para evangelizar os jovens:

De modo especial, quero falar aos jovens, que são um dos alvos preferidos de Satanás. Pelos mais diferentes modos, o Maligno tem levado a juventude à destruição. Há ídolos da música que com suas letras incentivam o uso errado do sexo, dos tóxicos, a rebelião contra tudo. Ao ouvir músicas que sacodem e desequilibram o corpo, muitos jovens estão se contaminando sem saber. Há algum tempo, me levantei de madrugada, liguei a televisão e vi uns loucos chacoalhando a cabeça e balançando o cabelo em um programa cristão. Um deles berrava, não cantava. A música cristã não pode reproduzir os moldes do mundo; ela tem de elevar nosso coração a Deus, abri-lo para a alegria, a meditação, a adoração e louvor! Você talvez diga: “Esse padre é muito careta!” Não. Nós cantamos músicas alegres na Igreja. Mas ao fazer isso não reproduzimos os moldes do mundo. Temos de tomar muito cuidado, porque o Maligno, infelizmente, tem entrado com sua fumaça dentro da Igreja.”

(Pe. Alberto Gambarini, Batalha Espiritual, 3ª edição, pp. 28-29. Edições Loyola, 1996.)

-------------------------------------------------------------------------

Em resposta ao “santosdejeans”.

Ver em:

http://ocruzadomissionario.blogspot.com/2008/10/funk-permitido.html


Um comentário:

FireHead disse...

Eu também não gosto dos carismáticos. No entanto vejo uma coisa boa neles e penso que nós não podemos negar: eles usam armas protestantes para combater os próprios protestantes. O "actor" Pe. Marcelo Rossi (esse gajo ainda é vivo?) duma assentada resgatou imensas almas perdidas para as IURD's, Manás, evangélicos e coisas afins. O resultado é um enorme amontoado de católicos protestantizados. Talvez com muita calma, esperança e fé, os actuais carismáticos possam enveredar pelo mesmo caminho que tu e encontrar a senda recta. :)

Abraço.