sábado, 6 de agosto de 2011

Renovação em excesso faz mal!

Vocês, prezados leitores deste blogue, já pararam para pensar que, quando uma coisa boa, se tomada em excesso, vira uma coisa ruim?
Tomemos o cálcio, por exemplo: ele é importantíssimo para os nossos ossos, mas se ele existe em quantidades exageradas pode fazer mal à saúde.
Ou o açúcar, que bem dosado faz qualquer suco de limão ficar delicioso, mas se ele tiver em demasia estragará o negócio.
Assim também é a Igreja: um termo bastante usado, principalmente depois do super-ultra-hiper-mega-infalível Concílio Vaticano II, foi RENOVAÇÃO.
Renovação da visão de mundo, renovação nas relações com infiéis, hereges e ateus, renovação na estrutura eclesiástica, etc.
Muitos setores da Igreja acabaram espantando os fiéis, fazendo esses mesmos fiéis se converterem às seitas justamente por causa desse palavrório pomposo ("renovação", "igreja dos pobres", "igualdade", etc.).
Poxa, a maioria do povo já é pobre, e lá vêm esses "comunistas de sacristia" vir falar em pobreza?
E daí que Cristo era pobre? Que eu saiba, Ele andava com os pobres, com os "marginalizados pelo sistema" mas também com gente endinheirada. E a sepultura d'Ele era novinha, "zero quilômetro", sendo que Ele foi enrolado numa mortalha de linho.
O mais interessante é que, quanto mais se fala em renovar, mais velhos e carcomidos ficam esses movimentos.
Pergunto: renovar alguma na Igreja é preciso? Se algum tipo de renovação for feito sob moderação, sem exageros nem "novidades do outro mundo", por que não? Mas renovar só por renovar, já mostra fraqueza de opinião, falta de convicção e o pior, mostra que a Igreja tem prazo de validade!
Se a cada geração a Igreja precisar ser renovada, ela vai ficar a cara daquela tiazinha plastificada, a tal de Jocelyn Wildenstein (foto abaixo).

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