Mas eis que um belo dia aparece um obreiro, ou mesmo um pastor, e faz a cabeça do cidadão: agora ele “aceitou” Jesus, virou “cristão”, vai ao culto todos os dias e lê a bíblia.
Agora que ele “aceitou” Jesus, tornou-se o juiz dos parentes que continuaram católicos, recusou a “idolatria”, a “mariolatria” e a “papolatria”, não se curva mais para aquela “rodinha de farinha”, já que “Jesus” está com ele diretamente, não precisa de intermediários.
Se ele cair em pecado de novo, não tem problema, pois se “aceitou” Jesus, por mais que os pecados do novo crente sejam bem cabeludos, Cristo já pagou por eles lá na Cruz!
“Sê pecador e peca fortemente, mas crê ainda mais fortemente.”
Quer dizer, se eu “aceitar” Jesus como meu Salvador pessoal, então Ele deverá fingir que não vê meus pecados, pois creio muito n’Ele.
É por essas e outras que muita gente tem aderido à religião protestante e renegando o batismo católico.
A Santa Igreja sempre ensinou, baseada nas Sagradas Escrituras, que não adianta dizer que crê na teoria mas não se crê na prática; ensina também que só nos salvaremos se fizermos por onde, se cumprirmos os mandamentos, se buscarmos os sacramentos, se fizermos o bem aos irmãos necessitados e se fugirmos das ocasiões de pecado.
Para os protestantes é justamente o contrário, basta “aceitar” Jesus e pronto! O cara já está salvo!
Lutero fez um estrago irreparável na teologia quando cunhou aquela frase infeliz, que gerou uma multidão de cristãos presunçosos, arrogantes e sem nenhuma humildade, que se afundaram ainda mais no pecado, achando que o “Jesus” deles fecharia os olhos para as falhas e os aceitaria numa boa.


