terça-feira, 29 de setembro de 2009
O papa e a camisa do Fortaleza
Imagine a seguinte cena: o papa está em pleno horário de visitas, com gente do mundo todo querendo trocar uma idéia com ele. São várias pessoas, de todos os recantos do mundo, seja pessoas de todos os credos ou mesmo sem crer em nada.
Vê-se que na fila há muitos padres, querendo receber as bênçãos do Santo Padre, aproveitando até a ocasião do Ano Sacerdotal. Algo a ser notado é que há um certo número de padres brasileiros, entre os quais um cearense.
Chega a vez do sacerdote nordestino, que é recebido pelo papa:
Papa: Seja bem-vindo, meu filho - diz com aquele sotaque alemão - como é bom recebê-lo!
Padre: Santidade, o senhor nem faz idéia da grande satisfação... estou realmente muito emocionado.
Papa: Ora, o que é isso? Como vai aquela terra simpática do Ceará?
Padre: Olha, uma parte dela vai bem e a outra nem tanto.
Papa: Como assim uma parte?
Padre: É o seguinte: é que o Ceará, em termos futebolísticos, divide-se em dois: o Ceará e o Fortaleza...
Papa: ...
Padre: E como o time do Fortaleza está quase rebaixado para a terceira divisão...
Papa: E o que eu tenho a ver com isso?
Padre: Bem... é que... bom, como o senhor é o representante de Cristo na terra, gostaria que recebesse essa camisa do "Tricolor de Aço"! É para dar uma forcinha!
Papa: Tudo bem, recebo com grande gosto e agradeço pela oferta, mas quero que me responda umas coisas.
Padre: Claro, Santidade, o que o senhor quer saber?
Papa: O seu time já foi bicampeão mundial?
Padre: Não.
Papa: O seu time já conquistou quatro vezes a Liga dos Campeões, maior torneio de clubes do mundo?
Padre: Não.
Papa: Conquistou ao menos o campeonato nacional? Pois o meu conquistou vinte e um!
Padre: Não, ganhou trinta e oito estaduais, mas... peraí! Santidade, eu vim aqui para lhe dar a camisa do meu time ou para ficar ouvindo as glórias do seu? Aliás, o senhor torce por algum time?
Papa: Eu sou Bayern de Munique desde criancinha!
Agora falando sério: se determinado padre tem alguma preferência no futebol, tudo bem, não há algo errado nisso, mas querer colocar paixões clubísticas como tema principal de uma conversa com o papa? Aí já é demais, hein padre!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Muito bem, D. Orani! Continue sempre assim!
Olha, os cariocas podem me chamar de bairrista, já que eu, paulista, sou contra o Rio de Janeiro sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Sou contra o Rio e seria contra São Paulo, se concorresse também.
Bom, não diria que é bairrismo, pois eu sou contra o nosso Brasil varonil ser a sede da Copa de 2014, foi mais por questão de prioridade: será que os bilhões de reais, dólares ou euros enfiados nesse evento esportivo não seriam mais úteis se fossem usados na saúde por exemplo? Só vemos pelos jornais a choradeira do governo em aumentar os impostos, usando o pretexto da saúde!
Num ensolarado domingo carioca, com muita praia e calor "humano demais", a Arquidiocese do Rio de Janeiro, que atualmente conta com D. Orani João Tempesta, resolveu dar a sua forcinha para a candidatura carioca para as Olimpíadas de 2016.
Num ato ecumênico com direito a infiéis, pagãos e hereges rezando o Pai-Nosso sob os braços do Cristo Redentor, membros da igreja do Rio (sabe-se lá por quais razões) quiseram fazer parte do carnaval montado:
A troco de quê? Para que o clero armou esse circo todo? O que a Arquidiocese do Rio de Janeiro vai ganhar com isso? Que diferença fará se o Rio sediar ou não as Olimpiadas? Que perca para Chicago, Tóquio ou Madri!
"Ide e promovei Jogos Olímpicos a todas as criaturas"? Foi isso que Cristo Senhor ordenou, D. Tempesta?
"Ide e dialogai com hereges e pagãos"? Foi isso que Cristo Senhor ordenou, D. Tempesta?
Ora, o Rio de Janeiro - tanto o estado quanto a capital - é a região com a a menor taxa proporcional de católicos na população, em comparação com o resto do país.

Isso, D. Tempesta, continue sempre assim mesmo, troque afagos com os infiéis - leram até trechos do Al-borrão na reunião!
Vá dormir seu soninho ecumênico, D. Tempesta! Depois não vá chorar amargamente, implorando a Deus que seja só um pesadelo!
Vá dormir seu soninho ecumênico, D. Tempesta! Depois não vá chorar amargamente, implorando a Deus que seja só um pesadelo!
domingo, 27 de setembro de 2009
O protestantismo virou o "Zona Total"?
Quer dizer que imagem com zelo e devoção não pode, mas brinquedinho pra criança zuar pode???
Paiiiiiiiiii, quero um de natal!
Adriana Monteiro
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Quanto aos bonecos, tem vários modelos, como o de Moisés...
Nem o Senhor e a Virgem Maria escaparam dessa... desse... ah, disso aí! 
Só gostaria de saber quem foi o jerico - os eqüinos que me perdoem - responsável por essa idéia feno-animal! Esse "Gezúis" está mais para bombado-lutador-de-telecatch-que-virou-galã-de-Hollywood do que para JESUS mesmo.
Vem logo, Senhor Jesus!
Só algumas palavras
Fonte da foto: Página da CNBB na internet
Isso mesmo, modernistas e cristãos de fachada, tragam mesmo os inimigos declarados da verdadeira fé para junto de vós, com muitos sorrisinhos e tapinhas nas costas! Depois não vão chorar amargamente quando esses mesmos amiguinhos usarem as cimitarras da paz para amputar as vossas reverendíssimas, ocas e tolerantes cabecinhas!
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Aos infiéis: vejam que vossa civilização cresce, mas surgirá um dia, ainda que demore anos ou séculos, que o vosso falso profeta será finalmente desmascarado e terá o nome jogado na lama, para honra e glória de Nosso Senhor JESUS CRISTO!
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
A natureza seria machista?
Quando menos se espera, a própria natureza nos dá certas respostas a certos questionamentos.
Explico.
Nas últimas décadas, com o advento do feminismo, muita coisa que até outrora era papel da mulher praticamente caiu em desgraça na sociedade moderna, tão ciosa de seu igualitarismo.
Antigamente a mulher ficava sob os cuidados do homem, era tida como o "sexo frágil" - expressão incorretíssima - e ficava tomando conta da casa e da educação dos filhos.
De uns anos para cá, mulher que é mulher sai para trabalhar, deixa o marido (se é que o tem) em casa cuidando do filho, e demonstra muita força, até porque mulher sensível é coisa do passado.
Eu respeito, porém não concordo muito com mulheres em profissões consideradas masculinas, como borracheiras ou caminhoneiras, mas essa é tão somente minha opinião.
Voltemos à natureza: no ano passado, meu pai pegou um galo e uma galinha e os pôs no quintal da casa dele, para abatê-los num domingo qualquer, plano frustrado pelo cachorro que numa noite atacou a pobre galinha, mas isso aí é outra história...

Durante o tempo em que o "penoso" casal esteve junto, a fêmea sempre seguia os passos do macho, e ai dela se quisesse desviar, o galo esboçava um cacarejo e ela voltava sem reclamar, debaixo das rédeas do vistoso animal: onde ele ia, a galinha repetia a mesma passada, ciscando sempre onde o "marido" ciscava e o pior, só bicava os insetos do solo depois do macho!
Outra cena semelhante aconteceu ainda nesta semana, quando eu voltava para casa: um casal de porcos vagueava pela rua, tudo bem que a fêmea seguia à frente, mas a cada vez que ela parava um pouco, o macho a cutucava por trás com o focinho, para que os dois não parassem.
E o caro leitor e a prezada leitora deverão se perguntar: sim, mas o que isso tem a ver com o feminismo?
Respondo que tem tudo a ver, pois a partir do momento em que muitas fêmeas da espécie humana passaram a achar que viver sob a proteção do macho era forma de subserviência e opressão, elas também passaram a perder o que tinham de mais bonito, que era a sensibilidade e a delicadeza, tornaram-se "machonas" e abrutalhadas, e por mais que neguem veementemente, não há feminista que, durante alguma noite de frio, ou mesmo na hora de trocar o botijão de gás, não tenha sentido a falta de um homem.
É claro que não é para o homem ser chato que nem o galo, fazendo a mulher comer somente depois dele, mas se é a própria natureza - obra de Deus - que fez o macho ser o protetor da fêmea, porque vamos contrariá-la?
Submissão - no bom sentido da palavra - não é demérito nenhum para as mulheres, isso é bíblico. E tampouco será o homem superior à mulher, que também tem o sagrado direito de viver do próprio sustento.
sábado, 19 de setembro de 2009
Cantigas politicamente corretas
São o cúmulo do mau gosto as famosas cantigas infantis politicamente corretas. Um símbolo dessas musiquinhas modorrentas é o famoso “Atirei o pau no gato”, que por passar uma mensagem de agressão aos animais, acabou caindo em desgraça nos modernos métodos educacionais.
Como não poderia deixar de ser, os hereges também têm uma versão da cantiga, na voz de uma conhecida cantora do gênero:
Não atire o pau no gato, to...
Porque isso, so...
Não se faz, faz, faz...
Jesus Cristo, to...
Nos ensina, na...
A amar, a amar os animais
Amém!
Agora uma perguntinha que não quer calar: se Jesus Cristo-to nos ensina-na a amar, a amar os animais, onde está isso na Bíblia?
Como não poderia deixar de ser, os hereges também têm uma versão da cantiga, na voz de uma conhecida cantora do gênero:
Não atire o pau no gato, to...
Porque isso, so...
Não se faz, faz, faz...
Jesus Cristo, to...
Nos ensina, na...
A amar, a amar os animais
Amém!
Agora uma perguntinha que não quer calar: se Jesus Cristo-to nos ensina-na a amar, a amar os animais, onde está isso na Bíblia?
Quer dizer então que o purgatório não existe e nem Maria foi mais Virgem porque tais expressões não constam nas Escrituras? Mas se Ele mandou amar os animais tem, não é?Já não basta termos de suportar essas cantilenas chatinhas, politicamente corretas, ainda somos obrigados a suportar esse romantismo doentio travestido de “evangélico” que tira a coragem das nossas crianças?
Fui criado ouvindo o bom e velho “atirei o pau no gato” e nem por isso saí a dar pauladas nos bichanos, nem muito menos fiquei com depressão depois de ouvir que o “cravo brigou com a rosa”.
Até nas músicas infantis querem tirar a graça dessa fase!
Daqui a pouco vão querer proibir a criançada de tomar vermífugo e usar xampu contra as lêndeas, já que as lombrigas e os piolhos também são seres vivos.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Tempinho chato esse, não?
Esta não é a primeira vez que me queixo do politicamente correto aqui no blogue, e muito provavelmente não será a última.
Uma coisa me chamou a atenção há alguns dias, quando uma aluna minha, no auge dos seus dezesseis anos, em um debate que acabou surgindo durante a aula me falou:
“Professor, acho esse tempo atual muito paia. É muito cheio de frescura, ninguém pode dizer nada que os outros já se ofendem!”
Isso saiu depois que um outro aluno, já um cidadão de quase trinta anos, disse um termo politicamente correto para referir-se aos chamados deficientes em geral, “portadores de necessidades especiais”.
Respondi a ela que achava isso uma grande frescura mesmo, como grande frescura é chamar os que infelizmente são cegos e surdos de “deficientes visuais” e “deficientes auditivos”, respectivamente, ou mesmo dizer que não existem paralíticos, e sim “paraplégicos”.
Creio que “amenizar” os termos não trará a cura plena aos atingidos por alguma limitação, e que não é com palavrinhas carameladas que a inclusão se dará, pois tal coisa só ocorrerá quando o povo tomar vergonha na cara e ter respeito para com o deficiente.
Por que digo isso? Porque tenho uma irmã que é autista, e tanto ela como minha mãe, ao irem para o Hospital das Clínicas de São Paulo, sofreram com a falta de educação de muita gente no ônibus e no metrô.
Outra coisa politicamente correta que virou moda foi chamar negro de "afro-descendente", o que é uma grande bobagem, já que nem todos os povos africanos têm a pele escura, basta ver os árabes e berberes do norte da África. O Zinedine Zidane, que é branco e tem olhos claros, é tão afro-descendente quanto o Pelé.
Mais um eufemismo cheio de não-me-toques é dizer que concubinato ou amasiamento é "relação estável". Estável por quanto tempo? E isso sem falar nos ditos "casais" homossexuais. Ora, um casal é formado por duas pessoas ou animais de gêneros diferentes, nunca iguais! Isso é o básico do bom senso que é desprezado; diga-se dupla guey [por que não aportuguesarmos o vocábulo?] ou par guey, nunca casal.
Resumindo: vivemos numa época de chatice extrema, onde até o clero modernista deixou-se levar por essa onda, trocando o chamamento à conversão e a fuga do pecado, pelas musiquinhas carameladas de romantismo barato e solos de violão na santa missa.
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Paia: não sei se existe em outras regiões do país, mas a palavra paia, na gíria daqui do norte do Ceará significa, mais ou menos, algo ruim ou chato.
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