quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Quem está certo?

Tire suas conclusões, prezado leitor, sobre quem estaria com a razão no desentendimento universitário descrito abaixo:

O aluno é cotista da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e milita no movimento negro:

“Em sala de aula, o professor L. F. me interpelou por não prestar atenção à aula – lia matéria de Carta Capital. Afirmou que não entendia porque eu ia à aula e, ainda, que o mercado de trabalho para economia estava difícil. Como não dei atenção, o professor afirmou em tom categórico que 'no mercado de trabalho não tem cotas'. Respondi indignado à sua afirmação, e seguiu um bate-boca que eu sequer lembro, apenas dele ter reafirmado sua frase infeliz.”

O professor é associado do Departamento de Ciências Econômicas da mesma instituição:

“Vamos aos fatos. O estudante N. L. (...), na última 3ª feira (dia 28 de setembro), abriu uma revista e passou a ler acintosamente durante a minha aula, enquanto os demais estudantes, como é de praxe, acompanhavam atentamente minha exposição. Quando a aula chegou mais ou menos à metade, e observando que o comportamento continuava o mesmo, não tive alternativa, se não questionar o que ele estava fazendo na aula e de observar a forma grosseira, mal educada e desrespeitosa como estava se comportando. Em não tendo qualquer justificativa ou resposta de sua parte para este comportamento afirmei que o mercado de trabalho para economista é competitivo e difícil; e afirmei sim que 'no mercado de trabalho não tem cotas', que o futuro economista deve se preparar adequadamente para enfrentá-lo.”

Entre o dito cujo que foi dar uma de coitadinho para a revista Carta Capital e o professor, é claro que eu fico com o último.

Estudantes enroladores e cheios de direito enfrento todos os dias, o que não é a regra, felizmente.

Tampouco cabe aqui generalizar, afirmando que todo cotista de universidade seja tão “aplicado” quanto o leitor da revista.

É de se pensar, contudo, sobre a questão das cotas, pois muitos tendem a não valorizarem a vaga obtida na faculdade, já que não foi tão difícil assim, conseguindo entrar nela tão somente por causa da raça.

E alguém ainda duvida de que no mercado de trabalho existe cota para gueys, negros e etc.? Já que o fulano em questão está como cotista (muito provavelmente ocupando o lugar de alguém que tinha mais merecimento), poderia ao menos tentar se esforçar para ser digno de ser um universitário e parar de querer chamar a atenção. Se quer atrair a audiência de todos, que ponha uma melancia pendurada ao pescoço logo!

Fonte dos textos e da figura:

http://noracebr.blogspot.com/2010/10/carta-enviada-redacao-da-revista-carta.html


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