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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

“Marchata” ensina português ao Sarney

A Sra. Suplicy, além de sexóloga agora é professora de Língua Portuguesa: repreendeu o senador Sarney, “imortal” da Academia Brasileira de Letras, por ele ter dito “presidentE” ao invés de “presidentA”, ao se referir à Sra. Dilma Ducheff.

Mas a douta política “tomou na cara”, como diz o povo: o senador se defendeu, dizendo que ambas as formas estão gramaticalmente corretas.

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Veja em:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/872638-marta-interrompe-sarney-apos-ele-usar-expressao-presidente-para-dilma.shtml

http://ocruzadomissionario.blogspot.com/2011/01/dilma-do-chefe-e-lingua-portuguesa.html

domingo, 4 de julho de 2010

Breves notícias

O Papa criará Conselho Pontifício para reevangelizar mundo secularizado (ACI)
Que Sua Santidade, o Papa Bento XVI, tal qual um outro Bento há 1.500 anos, consiga trazer a Europa de volta às luzes da civilização cristã.
Ver em: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=19356

Estudo revela que ilhas do Pacífico estão crescendo, não afundando (BBC Brasil)
Para contrariar os alarmistas e ecochatos de plantão, que diziam que o tal de “aquecimento global” faria desaparecer diversos países da Oceania, até que a maré não anda lá tão cheia.
Ver em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/06/100604_ilhas_pacifico.shtml

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A melhor frase da semana

Para mim, esta foi a melhor frase da semana, tirada do blogue Pacientes na Tribulação, ao fazer uma referência aos padres:

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Convite a todos os amigos do blogue

Gostaria de convidar os amigos do blogue a visitarem a página do Recanto das Letras e conhecerem o meu espaço lá:
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/malacabado

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Igreja e homossexualismo

Não posso deixar de passar para vocês, prezados leitores do blogue, o seguinte pensamento, extraído de um pára-choques de caminhão:
"Se homossexualismo fosse normal, Deus teria criado Adão e Ivo".

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

E quem disse que eu sou democrático?

Quem foi que disse que eu gosto da demo-cracia?
Depois do vandalismo do Movimento dos Sem-Vergonha ter destruído várias laranjeiras de uma empresa no interior de São Paulo, aí é que fiquei mais "reaça", como os esquerdopatas gostam de chamar quem não reza pela cartilha deles.
Creio que o poder só deva ser exercido por quem tenha competência e capacidade, para que possamos viver numa sociedade com ordem, segurança e respeito à propriedade alheia.
A partir do momento em que o Estado não consegue impor suas regras a todos os níveis da sociedade - vide traficantes das favelas de São Paulo e, principalmente, do olímpico Rio de Janeiro - é necessário que sejam tomadas medidas mais duras.
Outra coisa: por que menor infrator, assassino e estuprador nunca é penalizado?
Por que a bandalha vermelha do MST invade, destrói e comete assassinatos e nada acontece?
Por que traficante tem regalias que nem o mais honesto trabalhador tem?
Por que os professores são obrigados a aturar alunos sem o mínimo de respeito, além do fato de que muitas vezes sofrem com a violência, causando traumas para o resto da vida?
Por que terroristas vermelhos que assaltaram e mataram pessoas inocentes são recompensados com bolsa-anistia, enquanto as famílias dos bravos soldados que foram mortos combatendo o bolchevismo guevarista sequer receberam um pedido de desculpas?
Mais uma coisa: no novo "mundo possível" lat(r)ino-americano bolivariano, brasileiros são perseguidos na Bolívia porque cometem o "pecado mortal" de ostentar coisas que os nativos não têm, é por isso que um estudante brasileiro foi assassinado recentemente. É a lei da inveja!
Na nova ordem da homolatria, a rapaziada alegre pode rasgar e queimar a foto do papa que não acontece nada, mas se um padre ousar combater essa gente do arco-íris é acusado de preconceituoso!
A resposta é bem clara: falta ordem e falta hierarquia!
Até dentro da Igreja vemos essa desordem, onde ministros leigos têm mais peso do que muito padre preguiçoso.
Os bispos tupiniquins, amparados pelo "1789 da Igreja" (o hiper-super-mega concílio dos concílios, o Vaticano II), desobedecem o Santo Padre abertamente, sobretudo em relação ao motu proprio Summorum Pontificum.

A verdadeira democracia - se é que ela realmente existe - é aquela onde uma sociedade viva baseada na justiça, na recompensa aos que trabalharam e agiram melhor, na punição dos faltosos e na busca da moralidade pública, tudo pelo bem comum da população.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A natureza seria machista?

Quando menos se espera, a própria natureza nos dá certas respostas a certos questionamentos.
Explico.
Nas últimas décadas, com o advento do feminismo, muita coisa que até outrora era papel da mulher praticamente caiu em desgraça na sociedade moderna, tão ciosa de seu igualitarismo.
Antigamente a mulher ficava sob os cuidados do homem, era tida como o "sexo frágil" - expressão incorretíssima - e ficava tomando conta da casa e da educação dos filhos.
De uns anos para cá, mulher que é mulher sai para trabalhar, deixa o marido (se é que o tem) em casa cuidando do filho, e demonstra muita força, até porque mulher sensível é coisa do passado.
Eu respeito, porém não concordo muito com mulheres em profissões consideradas masculinas, como borracheiras ou caminhoneiras, mas essa é tão somente minha opinião.
Voltemos à natureza: no ano passado, meu pai pegou um galo e uma galinha e os pôs no quintal da casa dele, para abatê-los num domingo qualquer, plano frustrado pelo cachorro que numa noite atacou a pobre galinha, mas isso aí é outra história...
Durante o tempo em que o "penoso" casal esteve junto, a fêmea sempre seguia os passos do macho, e ai dela se quisesse desviar, o galo esboçava um cacarejo e ela voltava sem reclamar, debaixo das rédeas do vistoso animal: onde ele ia, a galinha repetia a mesma passada, ciscando sempre onde o "marido" ciscava e o pior, só bicava os insetos do solo depois do macho!
Outra cena semelhante aconteceu ainda nesta semana, quando eu voltava para casa: um casal de porcos vagueava pela rua, tudo bem que a fêmea seguia à frente, mas a cada vez que ela parava um pouco, o macho a cutucava por trás com o focinho, para que os dois não parassem.
E o caro leitor e a prezada leitora deverão se perguntar: sim, mas o que isso tem a ver com o feminismo?
Respondo que tem tudo a ver, pois a partir do momento em que muitas fêmeas da espécie humana passaram a achar que viver sob a proteção do macho era forma de subserviência e opressão, elas também passaram a perder o que tinham de mais bonito, que era a sensibilidade e a delicadeza, tornaram-se "machonas" e abrutalhadas, e por mais que neguem veementemente, não há feminista que, durante alguma noite de frio, ou mesmo na hora de trocar o botijão de gás, não tenha sentido a falta de um homem.
É claro que não é para o homem ser chato que nem o galo, fazendo a mulher comer somente depois dele, mas se é a própria natureza - obra de Deus - que fez o macho ser o protetor da fêmea, porque vamos contrariá-la?
Submissão - no bom sentido da palavra - não é demérito nenhum para as mulheres, isso é bíblico. E tampouco será o homem superior à mulher, que também tem o sagrado direito de viver do próprio sustento.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tempinho chato esse, não?

Esta não é a primeira vez que me queixo do politicamente correto aqui no blogue, e muito provavelmente não será a última.
Uma coisa me chamou a atenção há alguns dias, quando uma aluna minha, no auge dos seus dezesseis anos, em um debate que acabou surgindo durante a aula me falou:
“Professor, acho esse tempo atual muito paia. É muito cheio de frescura, ninguém pode dizer nada que os outros já se ofendem!”
Isso saiu depois que um outro aluno, já um cidadão de quase trinta anos, disse um termo politicamente correto para referir-se aos chamados deficientes em geral, “portadores de necessidades especiais”.
Respondi a ela que achava isso uma grande frescura mesmo, como grande frescura é chamar os que infelizmente são cegos e surdos de “deficientes visuais” e “deficientes auditivos”, respectivamente, ou mesmo dizer que não existem paralíticos, e sim “paraplégicos”.
Creio que “amenizar” os termos não trará a cura plena aos atingidos por alguma limitação, e que não é com palavrinhas carameladas que a inclusão se dará, pois tal coisa só ocorrerá quando o povo tomar vergonha na cara e ter respeito para com o deficiente.
Por que digo isso? Porque tenho uma irmã que é autista, e tanto ela como minha mãe, ao irem para o Hospital das Clínicas de São Paulo, sofreram com a falta de educação de muita gente no ônibus e no metrô.
Outra coisa politicamente correta que virou moda foi chamar negro de "afro-descendente", o que é uma grande bobagem, já que nem todos os povos africanos têm a pele escura, basta ver os árabes e berberes do norte da África. O Zinedine Zidane, que é branco e tem olhos claros, é tão afro-descendente quanto o Pelé.
Mais um eufemismo cheio de não-me-toques é dizer que concubinato ou amasiamento é "relação estável". Estável por quanto tempo? E isso sem falar nos ditos "casais" homossexuais. Ora, um casal é formado por duas pessoas ou animais de gêneros diferentes, nunca iguais! Isso é o básico do bom senso que é desprezado; diga-se dupla guey [por que não aportuguesarmos o vocábulo?] ou par guey, nunca casal.
Resumindo: vivemos numa época de chatice extrema, onde até o clero modernista deixou-se levar por essa onda, trocando o chamamento à conversão e a fuga do pecado, pelas musiquinhas carameladas de romantismo barato e solos de violão na santa missa.

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Paia: não sei se existe em outras regiões do país, mas a palavra paia, na gíria daqui do norte do Ceará significa, mais ou menos, algo ruim ou chato.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sentimentalismo iD10ta

Não há deuses humanos, e isso foi provado no último 5 de setembro, quando o time do Brasil venceu a seleção da Argentina em pleno estádio de Rosário, com Maradona de técnico e tudo. É lá em Rosário, inclusive, que existe a tal da "Igreja Maradoniana", onde os malucos pelo "D10s" têm uma verdadeira idolatria pelo eterno camisa 10 argentino.
Por falar em
sentimentalismo futebolístico, o time do Avaí, enquanto alcançava a marca de onze partidas invicto, tinha a "receita" para manter tal feito: a fé.


Lá vem aquela besteirada de "atletas de Cristo"... Que povinho humilde! Só que tudo o que sobe um dia desce:


Agora vem uma perguntinha que não quer calar: partindo-se do princípio de que o time do Avaí estava em plena ascendência na tabela do campeonato por fazer rodinhas de oração, então a equipe perdeu três partidas seguidas porque não fez mais as tais reuniões bíblicas?
Futebol não é nada do outro mundo! Se um time mediano - como é o caso do Avaí - chegou a ficar sem derrotas por um bom tempo, é lógico que ele não manteria tal marca, isso não tem nada a ver com Jesus, Genésio e nem muito menos com "missionário da bola" [desde quando existe isso?], é questão de se ter um bom elenco, saber jogar bola e evitar as derrotas, só isso.
E outra coisa: se um time for rebaixado para a Segunda Divisão, é porque nele só existem jogadores "incrédulos"?
Observação: D10s - D de Diego, 10, o número que o ex-craque e atual escroque usava e Dios é Deus em castelhano.

domingo, 23 de agosto de 2009

Acorda, cristão!

Acorda, cristão, já não é mais hora de dormir!
Acorda do teu sono, eis que o inimigo se levanta contra nós! Já se ouve o barulho das hordas que vêm do deserto, a serviço da besta!
Ela quer apagar o Sol, que é Cristo Jesus, para nos impor um arremedo de luz, que é aquela meia-lua satânica!
Saiba então, bravo soldado, que aqueles que lutam por Cristo e a Igreja jamais terão sossego, até que o Divino Salvador volte a esta terra para atrair os Seus!
Muitos irmãos nossos em Cristo esperam uma atitude e anseiam a libertação, mas só aquela libertação que vem do Senhor!
Acorda, cristandade!
É o Senhor que nos chama! A derrota, por mais certa que possa parecer, não nos alcançará, pois Jesus Cristo é o chefe supremo do exército cruzado.
Acorda, cristandade, e siga o Santo Padre, acolha-o e obedeça-o, nunca espere dele um super-homem, pois é tão pecador quanto nós, porém ele é nosso pastor na Terra, jamais quer a nossa desgraça!
Combatamos os cães raivosos que planejam nos exterminar!
Combatamos também o dragão vermelho, que pensa que apagará Deus das nossas vidas e que quer nos escravizar!
Que sejam a nossa inspiração os grandes homens da Igreja, como Carlos Martel, Godofredo de Bulhões, São João de Capistrano, Marco Antônio Bragadino, Afonso de Albuquerque, D. João d’Áustria, São Pio V e tantos outros!
Peçamos a intercessão da Virgem do Rosário!
Anunciemos Cristo Rei!
Morramos por Cristo Rei, se preciso for, mas precisamos despertar do sono do relativismo, do afrouxamento moral e da preguiça!
Ainda que as trevas sejam espessas....
Por mais que as perseguições nos aflijam...
Mesmo que muitos soldados nossos tenham desertado...
Venceremos, na Cruz e com a Cruz!
Pois com Jesus a vitória é certa!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Música? Que música?

Vou confessar que não sou lá muito erudito em música, mas até um completo ignorante no assunto como eu, que não canta nem toca, sabe da baixa qualidade de muitas músicas religiosas por aí, principalmente as ditas “gospel”. O pior é que esse modismo chegou à música católica já faz alguns anos.
Já parou para prestar atenção nelas, caro leitor? São músicas que contam com altos trinados de voz, na maioria das vezes com cantoras que dão o ar da graça. Parece que elas querem mesmo é “derrubar” o céu, que o Senhor responda aos gritos tresloucados dessas senhoras, que já freqüentam aqueles enfadonhos programas de auditório e até as telenovelas.
Transformaram a música em mini-cultos, onde a voz não é equilibrada, não transmite conteúdo nem melodia, é o puro arrombamento dos tímpanos, com aquele tipo de louvor que lembra o fariseu da parábola do publicano.
Por outro lado, se a canção não é de exaltação, é daquele jeito zen, como as músicas do ex-padre Dalcides e do ainda padre Fábio. Músicas para relaxar, não para refletir e meditar...
Mas voltando ao assunto do gospel, eis aqui uma opinião de alguém que não é católico nem protestante, mas que dá a verdadeira definição desse tipo de “música”:

Reparem na quantia de pessoas que existem hoje ouvindo a dita música “gospel”! Ouçam os arranjos, analisem as letras, sejam francos e me digam se aquilo é arte ou apenas um conglomerado de porcarias? Eu não sou anti-religioso não, de forma alguma! Na verdade eu estendo essa minha crítica a toda música cristã, seja católica ou de qualquer outra ramificação. Exceto quem sabe os corais gregorianos, o que resta? São músicas de ditaduras, tão insossas que só um fanático pode sentir prazer ou ouvi-las.

Fonte:
http://casadocritico.blogspot.com/2008/03/o-carter-do-pblico-nacional.html

domingo, 26 de julho de 2009

Só para refletir...

Machista: é o homem que acha que a mulher não pode fazer nada.
Feminista: é a mulher que acha que o homem não pode fazer tudo.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Muito cuidado com os nomes dos filhos!

D. Héctor Aguer, arcebispo de La Plata (Argentina) chama a atenção dos pais para o batismo dos filhos.
Entre as palavras do pastor destaca-se a preocupação em dar um nome decente aos filhos:

Se lá na Argentina é assim, o que dirá aqui no Brasil, onde o povinho miúdo [e isso nada tem a ver com condição socioeconômica] tem mania de colocar nomes estranhos nos filhos!
Quantos filhos que não passam por situações humilhantes, principalmente na escola, devido ao nome exótico escolhido pelos pais?
Por que não se colocam mais nomes de grandes pessoas, como Vicente, Afonso, Pedro, Isabel, Beatriz, Nicolau...?

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Agradecimentos especiais

Quero muito agradecer ao cristotequeiro DJ Jhordam, que muito me elogiou.
Quero agradecer também ao “pastor” Leonardo Gonçalves, por ter gasto o português dele neste simples blogue, usando de palavras educadas e gentis.
Digo, entretanto, que me reservei o direito de não publicar as palavras de cada um, por enquanto. Talvez num quadro de honra...
Só tenho algumas coisas a comentar:
1º - caríssimo cristotequeiro, se você acha que evangelizar a juventude é se valer de barulheira, vá em frente, vejamos se os jovens terão pique de agüentar aquele putz-putz a vida toda.
Outra sugestão: na boa, sem querer ofendê-lo, vá melhorar o seu português, até porque quem não sabe dominar o próprio idioma não tem muito futuro na vida não.
2º - para o cidadão auto-intitulado “pastor” Leonardo Gonçalves: vá cuidar do seu rebanho! Melhore o nível das suas palavras, já que é um “pastor”, respeite ao menos os seus seguidores!
Só um questionamento: quem foi o comedor de feijão que fundou a sua igrejola? Você virou pastor depois de quanto tempo de estudo? Só não vale curso por correspondência, entendeu?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Miguelito e o evangelho de Lucas

Esta é a história do Miguelito. Miguelito era um crioulinho franzino nascido lá nos cafundós do Judas. Ele tinha muitos irmãos e o pai, o Seu Zé, ao ver que os filhos cantavam bem, principalmente o Miguelito, resolveu ganhar muito dinheiro com eles.
Só que o Seu Zé era muito autoritário, fazia os filhos ensaiarem as danças e as músicas exaustivamente. Miguelito praticamente não teve infância.
Isso deixou profundas marcas psicológicas em Miguelito que, entretanto, ficou famosíssimo, deixou o grupo dos irmãos e decidiu seguir carreira solo. Os passos de dança por ele criados faziam sucesso e eram bastante imitados no mundo todo; ganhou fortunas.
Miguelito, todavia, era um tanto “seqüelado” por ser negro, ainda mais numa sociedade racista. De repente uma doença foi deixando a pele dele clara, clara, muito clara.
Miguelito passou a fazer muitas operações plásticas, tornou-se megalomaníaco, comprou uma mansão nababesca na Califórnia e pôs-lha o nome de “Terra do Nunca”.
O mega-artista ficou com medo de envelhecer, passou a receber crianças em casa, ganhou fama de pedófilo e doente. E a megalomania continuou: mesmo com a natural decadência, mas sem perder a grandeza, gastava mais e mais, para manter o fausto e o luxo.
Tudo fachada.
Miguelito sentia-se só, o pai sempre o explorou, vivia constantemente doente e entupia-se de remédios.
Um duro golpe sofrido pelo cantor foi a enxurrada de processos na Justiça, sendo acusado de pedofilia, de tanto receber menores em casa. E tome milhões e milhões de dólares torrados com advogados.
Miguelito estava arrasado, acabado, desacreditado, adoentado, endividado.
Mas Miguelito queria voltar. E em grande estilo.
Marcou cinqüenta apresentações em Londres: ensaiou, cantou, dançou, até que...
Miguelito morreu!
A ânsia de grandeza, os remédios e o vício em sucesso o mataram.
Depois que Miguelito morreu, a ex-mulher dele, o Seu Zé e muita gente estão brigando para ter a fortuna do finado.
Essa história lembra muito uma certa parábola que o Senhor havia contado:
“Havia um homem rico cujos campos produziam muito.
E ele refletia consigo: Que farei? Porque não tenho onde recolher a minha colheita.
Disse então ele: Farei o seguinte: derrubarei os meus celeiros e construirei maiores; neles recolherei toda a minha colheita e os meus bens.
E direi à minha alma: ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e regala-te.
Deus, porém, lhe disse: Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão? Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus.”
(Lucas 12, 16-21)
Que Deus tenha piedade da alma de Miguelito, que finalmente ele descanse em paz e tenha sido perdoado por ter feito tanta coisa esquisita na vida.