sexta-feira, 17 de junho de 2011

Artistas e “artistas”

Na época do regime militar, era chique muito intelectualóide compor e cantar canções de protesto, com letras “cabeça” e muita cor vermelha nas idéias.

Porém eram tempos do “Brasil: Ame-o ou deixe-o”, quem ousasse cantar músicas que exaltassem o Brasil era visto com suspeita, e ganhava a fama de amigo dos “milicos”.

Por exemplo: por causa de mal-entendidos, o Wilson Simonal viveu o resto da vida dele sendo execrado pela esquerdalha artística, nunca mais fazendo sucesso.

Outro caso é o da dupla Dom & Ravel (foto), que por cometerem a “heresia” de compor músicas como Eu te amo meu Brasil (que ficou mais conhecida nas vozes do grupo Os Incríveis) foram também relegados ao ostracismo.

Bom, sei que é questão de gosto, mas na minha modesta opinião, é “chatésimo” demais ficar ouvindo aquelas canções do Chico ou do Caetano, coisas rebuscadas que são erroneamente chamadas de MPB (Música Popular Brasileira).

Rebuscadas sim, e como eu detestava, na minha época de estudante, quando alguma professora de Língua Portuguesa vinha com aquelas letras enjoadas e cheias de frescura, para exercícios de interpretação textual.

Música popular para mim é algo como as canções do Luiz Gonzaga, que falavam das coisas do sertão, ou aquelas músicas sertanejas de raiz que eu ouvia, ainda criança, no programa do Zé Béttio na década de 1980.

A MPB nada tem a ver com essa lixeira de “sertanojo”, axé e esses pagodinhos dor-de-corno. E muito menos com essas coisas estilo “intelectual-cabeça” do Caê, Chico ou Gil.

Hoje, muitos daqueles cantores, jornalistas e artistas da esquerdalha estão mamando nas tetas da República, ao contrário de outros que, por exaltarem as coisas do país, foram jogados no esquecimento, como o cantor e compositor Ravel, que faleceu ontem, 16 de junho.

Que Deus o tenha.

E que Deus mande ao nosso Brasil (que já não quer ser mais varonil) artistas com cabeça, e não “artistas-cabeça”, que saibam falar ao povo sem ser pedante, entojado e chulo.

4 comentários:

Ana Maria Nunes disse...

O lobão falou que ouvir luan santana pode causar lesão permanente no cerebelo kkkkkkkkkkkk e os restartados tb.

* disse...

Eu também odiava ver essas letras na escola!

Eu já gosto das modas de viola, como Tião Carreiro e Pardinho e cia,inclusive enquanto o pessoal era doido por guitarra eu tava "repicando" minha viola!

Pedro disse...

Ao digitar "musiche popolari" no Youtube, surgem clipes de grupos folclóricos italianos cantando tarantellas ou mazurcas camponesas bem ao gosto do povão de lá; o mesmo com o equivalente russo "narodnii pisni": logo se vê grupos cossacos cantando e fazendo malabarismos... Quando se busca pela MÚSICA POPULAR BRASILEIRA, a fria rede mostra os pseudo-intelectuais que "sobreviveram" ao "genocídio" dos anos sem eleições diretas, mas que continuam IMPOPULARES ao OPB - Ouvido Popular Brasileiro.
Falando no velho Luiz Gonzaga, também apoiou os militares e cantou como poucos o folclore nacional. Não conseguiram confinar o velho Lua no ostracismo, por mais que os operiosos esquerdistas tenham tentado. O mesmo no sul, com o cantor Teixeirinha.

Evandro Monteiro disse...

Ana Maria: Lobão? Logo quem?

Jefferson: eu, nesse tempo, era motivo de chacota na escola (e isso quando tinha 8, 9 anos) por gostar de múscia sertaneja e não dos rockezinhos dos anos 80.

Pedro: Gonzagão e Teixeirinha... Eita, que esses aí fazem falta até hoje!