quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Sugestões de alguns verdadeiros heróis para a Pastoral Afro

Hoje é o tão propalado “Dia da Consciência Negra”. No país deverão acontecer atos, passeatas e encontros promovidos pelas associações, ONG’s e a Pastoral Afro da CNBB.
Eu particularmente sou contra isso, porque acaba gerando segregação atrás de segregação.
Acho errado alguém andar por aí com aquelas camisas com a frase “100% negro”, sendo que muitos a usam mas não querem namoro com meninas negras, só com as loirinhas... Entretanto, esse não é o tema principal deste texto.
Se você é negro e católico, esqueça Zumbi, Martin Luther King e até o Bob Marley e o Obama! Já ouviu falar destes seguintes santos de raça negra que são exemplos para nós cristãos? Vale a pena “mudar o disco” e sair da mesmice de Zumbi e afins!
São Benedito (1526-1589), é o mais conhecido santo de origem africana, mas tem muito de idealizado e romântico em várias biografias dele; a única coisa que o povo sabe é que ele é um santo “preto”. Filho de escravos nascido na Sicília, entrou para a vida religiosa, e mesmo sendo iletrado dava respostas sábias a muitos mestres em Teologia. Tinha na caridade e a confiança na Divina Providência dois dos grandes qualidades dele.

São Martinho de Porres (1579-1639), religioso peruano, amigo da caridade, tinha uma sabedoria tão grande que era procurado pelas grandes personalidades de Lima, para dar conselhos.

São Carlos Lwanga (1865-1886) e companheiros, nascidos no atual Uganda, foram mortos porque se recusaram a abandonar fé cristã e por não aceitarem nenhum “papo” com o rei Mwanga, se é que você me entende...

Santa Josefina Bakhita (1869-1947), sudanesa da região de Darfur, sofreu os tormentos de uma vida arrasada pela guerra e pela escravidão; sem dignidade alguma, de família em família acabou indo à Itália, onde converteu-se à fé católica e entrou para a vida religiosa.
Além disso não podemos nos esquecer da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, negra como muitas mulheres desta Terra de Santa Cruz.
Sobre ser branco ou preto, ou azul ou verde com bolinhas roxas, São Paulo afirma:
“Todos vós que fostes batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo.
Já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus.
Ora, se sois de Cristo, então sois verdadeiramente a descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa”.
(Gálatas 3, 27-29)

2 comentários:

Ana Maria disse...

Entrar em qualquer lugar com camiseta escrita 100% branco, vai dar uma encranca danada, vão acusar de ... de que? racismo!

Kairo Rosa Neves de Oliveira disse...

Muito bom o texto... parabéns!