quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O “bom” selvagem

É isso aí, enquanto os digníssimos bispos vermelhos lá da Amazônia gostam de bajular os índios, os “pobres coitados e inocentes explorados pelo branco capitalista” - cuja salvação eterna é relegada a segundo plano pelos CIMI's e CNBB's da vida - andam com um cardápio, digamos, muito exótico:
10/02/2009 - 05h14
Índios são acusados de canibalizar jovem no Amazonas
da Folha Online
Índios da etnia Kulina são suspeitos de esquartejar e comer os restos de um jovem em um ritual de canibalismo na cidade de Envira (AM), próxima à fronteira com o Peru. (...)
A vítima foi identificada como Océlio Alves de Carvalho, 19, morto na semana passada. De acordo com a CNN (eu pergunto: o que esse pessoal dos States anda fazendo por lá?), os quatro índios fugiram após passarem algumas horas detidos. Pela lei, a polícia não pode entrar na tribo para investigar o caso.
Clementino
(policial) afirmou que a vítima, que conhecia a tribo, havia sido convidado para visitar a aldeia indígena na sexta-feira (6) passada. "Eles [o jovem e os índios] se conheciam e às vezes eles se ajudavam. (...)"
"A família decidiu entrar na reserva para procurar o jovem e encontrou o corpo dele esquartejado e a cabeça pendurada em uma árvore", contou o policial.
Ritual
A polícia informou que membros da tribo afirmaram que os envolvidos na morte do jovem se gabavam de ter comido órgãos humanos.
Os moradores de Envira responsabilizaram a Funai (Fundação Nacional do Índio) por permitir que esse tipo de crime ocorresse. De acordo com Clementino, a família se disse "frustrada com a lei no Brasil, que protege os índios, mas não ajuda a proteger" quem vive perto de aldeias.
(...)
A etnia Kulina é um grupo isolado que vive nas margens dos rios Juruá e Purus, no Acre. Estima-se que ao menos 2.500 membros da etnia vivam na região.
Eis o “bom selvagem” na ótica de muitos ecumênicos bispos amazônicos: é aquele que cultua os deuses pagãos que são demônios!
Índio que deixa de ser selvagem, na ótica desse episcopado, é um coitado sem raiz nem cultura, explorado pelo “branco mau”. Quando o nativo se converte a Cristo e à Igreja, FORA DA QUAL NÃO HÁ SALVAÇÃO, aí piorou, os bispos, os padres, as freiras e todos aqueles da Teologia da Libertação que trabalham na mata, ficam escandalizados e com crise de consciência, porque as antigas tradições foram deixadas de lado!
Bons tempos de padres como José de Anchieta (que evangelizava os índios em português, latim e tupi), Manuel da Nóbrega e Antônio Vieira: não digo que naquela época só havia padres santos, os péssimos também existiam, mas pelo menos a quantidade de sacerdotes apóstatas era infinitamente menor que a de agora.

Um comentário:

Ana Maria Nunes disse...

Podiam canibalizar a cnbb e os tombas latas.

Ok, é um horror o que eu disse, mas vai dizer que ao ler a matéria n vem isso a cabeça?