quinta-feira, 4 de junho de 2009

Contra o romantismo

Romântico. Pense numa palavrinha carregada de sentidos!
Romantismo, essa moda pestilenta que infestou os corações das pessoas!
Se eu chegar para a minha mulher e dizer a ela "eu te amo", sou considerado romântico.
Não, não sou.
Eu sou o sujeito mais anti-romântico do mundo.
O fato de um homem, por exemplo, oferecer flores a uma mulher - ato em extinção hoje em dia - é uma gentileza, não romantismo.
Um marido que anda na rua de mãos dadas com a esposa é alguém que não se envergonha da mulher que tem, e não um romântico.
Romance, romantismo ou quaisquer porcarias afins só me fazem lembrar coisa melosa.
Coisa pegajosa, grudenta.
Como pegajosos são os mauricinhos do "Viva Rio" ou do "Sou da Paz" que ficam enchendo o saco com piegas manifestações pelo desarmamento.
Como pegajosas são aquelas cançõezinhas adocicadas daquele padre-galã, que é "humano demais".
Como pegajoso é aquele chatíssimo livro do José de Alencar, Iracema, um disparate em termos geográficos.
Como grudento é aquele filme baseado na vida do seqüestrador do ônibus 174, no Rio de Janeiro. Por que não reproduziram, isso sim, a vida da refém? Uma pobre professora que saiu do Ceará e morreu sem ter nada a ver com o assaltante! Ela não teve culpa se ele, sobrevivente da chacina da Candelária, se revoltou e entrou no mundo do crime!
Românticos são os imbecis defensores de bandido, que acreditam que a sociedade é culpada pela miséria, fazendo um elemento assaltar, estuprar e matar.
Românticos são os que combatem a pena de morte.
Românticos são os calhordas que crêem que o facínora Lampião foi um herói.
Românticos são os criadores de teorias educacionais (e seus seguidores), que só fizeram jogar a educação para o buraco, querendo passar a mão na cabeça de aluno vagabundo e desordeiro. Acham que se o infeliz daquele energúmeno tira notas baixas ou vai mal na escola, é o professor quem deve incentivá-lo.
Românticos são os carismáticos, que achando estar sob inspiração do Divino Espírito Santo, acabam caindo numa presunção imensa, querendo realizar milagres e prodígios.
Românticos são os bobos-alegres que cantam aquela música do Zé Vicente, Utopia, crentes de que Jesus Cristo é favorável à reforma agrária e ao comunismo de sacristia.
Romântico foi aquele xarope do Rousseau, que dizia que o silvícola tinha mais valor do que o homem civilizado.
Romântico é o clero modernista e entusiasta do MONÓLOGO inter-religioso.
Acho que me estendi demais...
Só tenho uma coisa a dizer aos românticos acima citados:
VÃO CATAR COQUINHO E PENTEAR MACACO, DE FORMA BEM ROMÂNTICA!

9 comentários:

Ana Maria Nunes disse...

EXCELENTE!!!


VÃO CATAR COQUINHO E PENTEAR MACACO, DE FORMA BEM ROMÂNTICA!(2)

Evandro Monteiro disse...

Só para guardar:

O ROMANTISMO É A DIABETES DA ALMA.

(Essa me veio na mente neste exato momento...)

Jone Marcos disse...

Ridículo e demagogo. Você não deve ter capacidade de transcender o ordinário na sua vida, alias acredito que nem de racionalizá-lo.
Enfim equilíbrio meu caro, equilíbrio!

Evandro Monteiro disse...

Jone Marcos
Quem é você para me recomendar equilíbrio, se me chama de "ridículo e demagogo"?
Se a carapuça te serviu, não tenho culpa!
Se é você que que não tem a capacidade de distinguir "gentileza" de meros atos "românticos", é melhor se calar.
Se você é mais um politicamente correto que existe para encher o saco com papinhos açucarados, aqui não é lugar para você!
Passe bem!

Ana Maria Nunes disse...

Jone Marcos, e a sensibilidade de um açucareiro!

Antonio disse...

Fraco.Não definiu romantismo e jogou um monte de coisas sem dar nexo.E não é correto de uma alma cristã zombar da sensibilidade,quando bem ordenada,de outra pessoa.Há temperamentos diferentes e certas pessoas são mais capazes,mais propensas a sensibilidade,o que não é crime algum,salvo se for um sentimentalismo pelo pecado,pelo erro,pela maldade.

recomendo a leitura disto:
http://www.devocionesypromesas.com.ar/los_temperamentos.htm

Sem mais.

Evandro Monteiro disse...

Prezado Antônio, escrevi esse texto justamente falando do abuso que se dá ao sentimento.
Sensibilidade - como você bem citou - não é errado, muito pelo contrário, mas o que se vê por aí é uma banalização dos sentimentos, uma coisa quase "angelical", muito pegajosa.
A sensibilidade de uma gentileza, de uma palavra cordial, de um ombro amigo, de um ato de caridade, é válida.
Não o romantismo de falar palavras ao vento, ou a pieguice de dizer, por exemplo, que bandido é bandido porque nasceu pobre.
Enfim, "para bom entendedor, meia palavra basta".

Brother Bob disse...

O romantismo é a praga de nosso tempo, pois alicerça o relativismo. Para o romântico, todo mundo é bom, e se o sujeito é mau é porque uma série de circunstâncias o levaram a isso. Eles não aceitam o fato de haver pessoas que escolhem o próprio caminho e, muitas vezes, esse caminho é o mau. Por isso as campanhas de desarmamento e a defesa intransigente dos "direitos humanos dos bandidos". Por isso a educação capenga, sem limites e cobranças. Por isso a imposição de um jesus edulcorado. Por isso o excesso de música "gospel" exaltando o homem. Seja antirromântico sempre!

Evandro Monteiro disse...

Prezado Brother Bob, ainda bem que você captou o que eu quis dizer!
Obrigado pela visita e volte sempre!