terça-feira, 21 de julho de 2009

Foi-se o tempo - parte 2

Faça a seguinte pergunta a alguma pessoa de mais de cinqüenta anos:
Que tempo você prefere: o período democrático atual, ou o regime militar (1964-1985)?
Possivelmente a maioria dirá que preferirá os tempos de antigamente.
E por quê?
Talvez porque eram tempos de ordem, civismo e muito trabalho.
Era um tempo difícil? Claro, mas como poderia ser diferente, se o mundo estava afundado na Guerra Fria? Ou se escolhia Washington ou optava-se por Moscou.
E se o Brasil tivesse caído na área de influência soviética?
Pelo bem ou pelo mal, os militares se articularam e impediram que isso acontecesse, como foi feito em Honduras recentemente, contra a "Moscou" bolivariana (Caracas).
A própria cultura não vivia tão escrachada como é hoje, existia a censura (tão demonizada pelos libertários democráticos politicamente corretos).
Liberdade de expressão é uma coisa, libertinagem é outra. Quanta porcariada que infesta as cabeças dos nossos jovens justamente porque não temos uma censura como outrora!
Que volte a Educação Moral e Cívica nas escolas!
Parece antiquado de minha parte? Eu não acho.
Lembro-me do tempo em que estava no terceiro colegial (1996), e vi quando a professora (de História) ficou chateado quando um aluno, num debate sobre democracia, dizia (e repetia) que o pai dele sentia saudade do tempo dos militares, porque tinha emprego, segurança e ordem na sociedade.
Em outra oportunidade, uns dois anos depois, um segurança que trabalhava comigo numa subestação da CPTM (que na época devia ter seus quarenta e tantos anos) dizia da sensação de segurança, trinta anos antes.
Foi um sistema perfeito? Claro que não. Como todo regime político republicano, os governos militares tinham lá as suas falhas, mas tiveram o mérito de resguardar o Brasil do perigo comunista.

7 comentários:

Theophilus disse...

Também conheço pessoas que sentem saudade daqueles tempos, tendo em vista a esculhambação dos atuais.

A meu ver os militares não souberam fazer direito a descomunistização do Brasil pois poucas décadas depois os esquerdistas chegaram ao poder (FHC e Lula).

Isso aconteceu porque os militares não tinham um claro embasamento religioso dos próprios atos; a doutrina militar de ordem, hierarquia, sacrifício e pátria tinha que ter tido um fundamento mais profundo para ter dado os frutos adequados à tarefa a que se propuseram.

Evandro Monteiro disse...

Até porque nem todos eram católicos, como por exemplo o luterano Gen. Geisel, que aprovou a lei do Divórcio (1977), além de vários maçons presentes nas Forças Armadas.

Theophilus disse...

Exato! E deixaram grassar nas universidades e redações de jornais e revistas o comunismo, criaram o INCRA e aumentaram a estatização da economia.

Agora que vivemos tempos tão ou mais perigosos que aquela época (pois até os Estados Unidos passaram para o outro lado), não há quem queira proteger a democracia.

Nosso povo é muito emotivo, vende-se fácil, deixa-se levar por slogans e líderes carismáticos ao invés de pensar. São massa de manobra para os totalitaristas.

Magdalia disse...

Aqui seria mais:
preferem os tempos da democracia ou os da ditadura (mesmo assim que não há que ter medo das palavras)

Muitos iam responder a segunda hipótese! Porque a verdadeira ditadura, o verdadeiro pesadelo ditatorial, é esta maldita tolerância e libertinagem democrática em que vivemos...

Abraço Evandro

Evandro Monteiro disse...

É a maldita ditadura da democracia, se alguma coisa for do agrado de todos, ainda que seja algo moralmente mau, é válida.

Hugo F. disse...

Boa noiteee...
Nossa, é a pura verdade e realidade...
Hoje se pode tudo, se fala tudo, qualquer lugar vale, o q importa e a "felicidade" rápida, a "consagração" no serviço, na faculdade, etc, passando sempre por cima dos valores humanos, familiares e religiosos, não importa o meio p se conseguir isso.
Na nova encíclica do Papa "Caritas in Veritate", que ele fala p o outro, ser humano, deixar de ser "objeto" para ser o "objetivo".
Hoje está tudo invertido, principalmente, os valores morais.
Uma pena.
Fik c Deus.
Um abraço.

Evandro Monteiro disse...

Caro Hugo F., parece que essa nova encíclica trata da modernidade.
Gostaria muitíssimo que os padres a estudassem, não só ela como também as outras.
Infelizmente só se preocupam com manifestos chatíssimos da CNBB.
Fica com Deus e um outro abraço.