quinta-feira, 15 de maio de 2008

Os ‘lindos e santos’ absurdos de Monsenhor Jonas

Francamente não sei o que pensar, porém tenho certeza de uma coisa: se fosse até, no máximo, no tempo de Pio XII, o monsenhor Jonas Abib seria punido pela Igreja por causa de certos pontos de vista que ele defende, sem falar nos bordões que ele gosta de usar, como “batismo no Espírito”, “orar em línguas”, “encontro pessoal com Cristo”, e “devemos ter a certeza da nossa salvação”.
Uma afirmação desse sacerdote deixou muitos católicos indignados, num texto publicado em 10 de janeiro deste ano, onde lá pelas tantas Mons. Jonas elogia os pentecostais protestantes:

“O Papa Leão XIII consagrou o século 20 ao Espírito Santo, mas infelizmente, nós, Igreja, não estávamos prontos. Depois na tarde do outro dia, um grupo de evangélicos pentecostais, em sua maioria negros, receberam o Pentecostes, e a partir daí começaram os Cenáculos. Houve falhas, mas os pentecostais são lindos e santos. Isso não só gerou homens santos, mas com eles também retornaram o Pentecostes e os Cenáculos. Essa graça aconteceu, mas quantos preconceitos e quantas lutas – até de nós católicos – os pentecostais passaram.”


Preconceito? Então o reverendíssimo sacerdote se esquece de que nós católicos somos mais vítimas de preconceito da parte dos hereges, quando eles, adeptos da teoria do Sola Fide, já se consideram salvos, porque “aceitaram Jesus”?

Ah tá, deixa ver se eu entendi: o papa consagra o século 20 ao Divino Espírito Santo e quem manifesta os dons são os hereges? E justamente na “primavera” das novidades trazidas pelo Vaticano II que surgiu a dita RCC, numa reunião com protestantes.
Onde está a encíclica Mortalium Animos, de Pio XI, foi jogada no lixo?
Quer dizer que depois do Vaticano II todos os documentos papais anteriores a ele foram invalidados?
Outro absurdo do Mons. Jonas:

O corpo de João XXIII está intacto ainda hoje. Houve uma reportagem que afirmou estar intacto por causa dos produtos colocados nele. Mas o médico, que o embalsamou, diz que era para ele estar se deteriorando, mas que o examinou depois e, de fato, estava intacto. Para nós, este corpo é um sinal. É um sinal para toda a Igreja, pois ele convocou o Concílio Vaticano II justamente para que toda a Igreja retomasse o Pentecostes.

Quer dizer que, com o passar dos séculos, a Igreja foi deixando de se abrir às graças de Pentecostes? Isso não é heresia? A Igreja sempre usou dos dons do Divino Espírito Santo, só que os usou conforme as necessidades do tempo presente.
Essas palavras parecem indicar que Mons. Jonas é um dos muitos cristãos iludidos com a chamada Igreja Primitiva, que seria um oásis de santidade, com cristãos “lindos e santos” vivendo numa espiritualidade quase angelical. Os cristãos, desde o começo, tiveram, têm e terão qualidades e defeitos, como qualquer ser humano.

Quem não tem defeitos é a Igreja, como Corpo Místico de Cristo!

E quanto ao corpo intacto de João XXIII, se só isso fosse sinal de santidade, meu bisavô morto em 1986 deveria ser considerado santo também.
Quando uma tia minha morreu, os familiares foram ajeitar os restos dos mortos no mausoléu da família para enterrá-la, quando se depararam com o corpo do "velho", inteirinho da silva. E isso em 2001, após quinze anos de falecimento! Claro, com tanto remédio tomado, tanta química a que ele foi submetido, além do bom lacramento do caixão, dificilmente entraria em decomposição.

É preciso muita cautela e prudência nessas horas!

Antes de querer o dom de falar em línguas ininteligíveis, Mons. Jonas deveria desejar o dom do discernimento, que às vezes parece lhe fazer falta.
Antes de querer que seus seguidores tenham o dom de curar doenças físicas e espirituais, Mons. Jonas deveria incutir neles o desejo de ter o dom da cura intelectual.
Antes do dom de “repousar no Espírito”, Mons. Jonas deveria desejar o dom de despertar o espírito, acordar na fé, porque com tantos erros ensinados, só acaba gerando mais e mais confusão na cabeça dos cristãos.

Apesar disso tudo, Mons. Jonas é sacerdote ordenado de Cristo, e merece o nosso respeito e as nossas orações, e justamente pela dignidade dele, de ministro ordenado da Igreja, é que escrevo isso.

Eu, pecador que sou, ainda que a santidade da minha vida é algo que só eu posso conquistar, quero muito que os religiosos, principalmente os padres, ensinassem a Verdade a todos nós, sem modismos, sem oba-oba, sem reboladores nem cristotecas e o principal:

SEM PRECISAR EVANGELIZAR IGUAL AOS PROTESTANTES!

* * *

Fonte:

História das Heresias (sécs. I-VII). Roque Frangiotti. Editora Paulus, 1995.

Na Internet:

www.bibliacatolica.com.br/

Um comentário:

Ana Maria disse...

Sempre achei estranho muita coisa na rcc, quando falava me chamavam de joio no trigo, sinceramente, antes de entrar para o orkut, n conseguia ver essas coisas. Aprendi muito nas comus Católicas.