quarta-feira, 21 de maio de 2008

Os índios e a civilização

Agora virou moda: quando se sentem contrariados, os índios botam pra quebrar, literalmente. Apoiados por diversos setores da sociedade, os grupos indígenas estão se mobilizando, para defender os interesses deles.
Depois do massacre de garimpeiros em Rondônia em 2004, e os ataques dos nativos contra fazendas de arroz em Roraima e da agressão sofrido por um engenheiro da Eletrobrás no Pará, agora é a vez de São Paulo ter um episódio violento, quando alguns funcionários da FUNAI foram feitos reféns.
Depois vem um ou outro fã do iluminista Rousseau defender a tese do “bom selvagem”...
Bom selvagem nada! O índio é tão humano quanto os outros, nas qualidades e nos defeitos! Chega de ver as autoridades (FUNAI, CIMI, Governo Federal, etc.) passarem a mão na cabeça dessa gente! Se cometeu algum crime deve ser punido também!
Índio só é ser humano quando é para receber algum direito? Se porventura ele cometer algum delito não poderá ser punido?
E por falar em populações ameríndias, os inimigos da Igreja (tanto os de fora quanto os de dentro), a acusam de ter auxiliado os conquistadores ibéricos na escravidão e no extermínio dos povos indígenas.

Diz o Prof. Felipe Aquino:

“Muito ao contrário do que dizem as más línguas, não foi um processo violento e destruidor, foi a maior libertação que esses povos nativos, bárbaros e sanguinários poderiam receber. Os reis da Espanha e Portugal eram verdadeiramente católicos e queriam obedecer o Evangelho de Cristo que manda: ‘Ide a todos os povos, pregai o Evangelho a todas as nações, ensinando-as a observar tudo o que eu vos prescrevi’ (cf.Mt 28,20; Mc 16,14). É duro ter que dizer que os reis católicos de então eram mais evangelizadores do que muitos falsos missionários que temos hoje.

‘Lamentavelmente esses fatos são encobertos pela imprensa e por alguns dentro da própria Igreja, que novamente criticaram o Papa Bento XVI por ele ter dito essas palavras:
O anúncio de Jesus e de seu Evangelho não supôs, em nenhum momento, uma alienação das culturas pré-colombianas, nem foi uma imposição de uma cultura estranha’”.

A ex-deputada Sandra Cavalcanti comenta:

“Um grupo de brancos teve a audácia de atravessar os mares e de se instalar por aqui. Teve a audácia de acreditar que irradiava a fé cristã. Teve a audácia de querer ensinar a plantar e a colher. Teve a audácia de ensinar que não se deve fazer churrasco dos seus semelhantes. Teve a audácia de garantir a vida de aleijados e idosos. Teve a audácia de ensinar a contar e a escrever. Teve a audácia de pregar a paz e a bondade. Teve a audácia de evangelizar”.

No livro Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, está escrito:

"Ainda assim o Brasil é dos países americanos onde mais se tem salvo da cultura e dos valores nativos. O imperialismo português - o religioso dos padres, o econômico dos colonos - se desde o primeiro contato com a cultura indígena feriu-a de morte, não foi para abatê-la de repente, com a mesma fúria dos ingleses na América do Norte. Deu-lhe tempo de perpetuar-se em várias sobrevivências úteis".

E uma prova de que a cultura dos nativos era valorizada é o trabalho de evangelização feito pelo Pe. José de Anchieta, que estudou tupi e chegou a escrever uma gramática dessa língua. Até autos no idioma dos índios ele escreveu, e os próprios nativos os encenavam, com histórias de santos ou trechos dos evangelhos.
Não foi a Igreja que proibiu o uso das línguas dos índios no Brasil, foi o anticlerical Marquês de Pombal que o fez em 1758.
Um sinal de que nas terras de colonização luso-espanhola os índios não foram “exterminados” é a grande quantidade de ameríndios e mestiços na maioria dos países da América Latina, como Bolívia, Peru, Paraguai (onde o guarani é língua oficial ao lado do castelhano), México, etc.. E a população índia pura tendia a diminuir mesmo, com o alto grau de miscigenação com europeus e africanos.
Agora compare com os países de colonização norte-européia e protestante (ingleses e holandeses): nos EUA a população nativa praticamente desapareceu.
Houve abusos da parte de conquistadores e missionários? Infelizmente sim, e a própria Igreja se manifestou contra isso, com os papas Paulo III e Inocêncio VIII, sem falar em membros do clero.
Direitos todos temos, e se os índios se sentem prejudicados pelas obras do governo, têm o mais sagrado direito de se manifestarem, desde que não exponham a vida de outras pessoas em risco.

Que a Virgem de Guadalupe, Imperatriz das Américas, ilumine a todos deste continente, índios, brancos, negros e tantos outros, para que sempre busquemos a justiça social, o cumprimento da ordem e o bom convívio entre as pessoas.

Com Cristo Rei no comando!

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Fontes:

http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac175980,0.htm

http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=OPINIAO&id=opi0293

http://www.lepanto.com.br/TSC5.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nheengatu

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL488653-5598,00.html

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u65757.shtml

Um comentário:

Ana Maria disse...

Um dos motivos da indignação do General Heleno é tb isso, o Exército, n poder nem entrar nas terras indígenas.
Na verdade esse país está sem comando.

Vem Senhor Jesus!!