segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Eugenia pura, simples e descarada!

Ao ler uma postagem do blogue Sou conservador sim, e daí?, fiquei estarrecido com a frieza de uma antropóloga, que considera como “subumanas” as crianças anencéfalas e até pessoas deficientes, defendendo conseqüentemente o aborto:

"A ausência dos hemisférios cerebrais, ou no linguajar comum 'a ausência de cérebro', torna o feto anencéfalo a representação do subumano por excelência."

(...)

"... Existe uma expectativa de vida muito mais ampla e é exatamente isto o que une um feto anencéfalo a um feto portador de trissomia do cromossomo vinte e um e até a fetos com ausências de membros distais como potenciais alvos da ISG. É uma idéia social de vida, respaldada, é claro, pela plenitude biológica, o que justifica grande parte das solicitações de aborto seletivo."

Para dar um ar de sofisticação ao discurso, a antopóloga usa palavras difíceis e rebuscadas.

Já em relação àquelas pessoas que por razões várias nascem sem algum membro, gostaria que a “estudiosa” dissesse isso na cara dos pais e mães de crianças deficientes, quero ver se ela é mulher suficiente para fazê-lo.

Sem querer dar uma de psicólogo – até porque sou um mero professor – mas que vida maravilhosa deve ter quem pense que seres que foram gerados com algum defeito não sejam humanos!

Deve ter uma vida bastante ocupada, já que, pelo jeito, combate ferozmente a simples existência de Deus, as palavras da Igreja, a heterossexualidade, a família com pai, mãe e filhos... Será que ela tem uma família?

Quanta amargura! Deve ser tão enraivecida quanto o cara amargo era.

Um comentário:

FireHead disse...

A questão é saber o que é que aconteceria se essa senhora sofresse, por algum infortúnio na vida, um acidente que resultasse na amputação de algum dos membros que tem, sim porque depois poderá ser considerada uma "subhumana" e, como tal, merecer a morte...
Até parece que a vida de uma pessoa que sofre de alguma doença ou que não tem algum membro não tem tanto valor como tem a de uma pessoa "normal".